este é o meu espaço com você... espaço de descobertas, "compartilhares" e discussão acerca da vida e região do "teto do mundo"... Tenho completa paixão por tudo o que diz respeito àquelas paragens e ao seu povo... Espero em breve também postar notícias e novidades "in loco"... Estejam comigo, aqui e lá... :)
terça-feira, 20 de abril de 2010
E agora?
Ao assistir ao filme, além das tradicionais risadas ante a tragédia do outro, me peguei em conflito de reflexões acerca do limites entre liderança, prudência, planejamento, organização, ordem e decência e a soberania de Deus, dependência dele, preocupação com o futuro (não andeis ansiosos), autoconfiança e/ou confiança em meus próprios métodos, e por aí vai...
Posso acusar o líder peixe por não prever a segunda etapa da fuga? Posso rejeitar seu plano como falho por ir só até metade da liberdade? Tinha como ele saber o que aconteria na frente antes de chegar lá? Era obrigatório a ele conhecer todas as possibilidades e variabilidades de seu empreendimento? No final quem escapou “liso” não foi quem ficou de fora do plano? essas e mais uma dezena de perguntas me vêem à mente enquanto rio da cara de “e agora?” dos pobres peixes.
Se isso aqui fosse um MBA, a resposta para todas elas seria um sonoro sim!!! Você tem que calcular riscos, lucro, gastos, e prever resultados, pontos fortes, pontos fracos, concorrência, definir metas e propor avaliações e controle. Você tem que saer onde está pisando!! Mas isso não se aplica ao campo da fé.
Entretanto em nome da fé, muitas vezes a obra de Deus foi feita de forma relaxada, imprudente e equivocada. Em nome da fé, muitas vezes nos acomodamos com nossos aquários e a ração diária que nos chega. Em nome da fé, muitas vezes negamos a imensidão do mar que está bem ao nosso lado. Em nome da fé, perdemos de experimentar o sobrentatural de Deus acontecer bem diante de nossos olhos quando nossas forças humanas se esgotam.
Enfim, tudo o que me vem finalmente à mente é a “agri-doce” coexistência entre excelência no planejamento estratégico humano e imprevisível e constante soberania divina. Saber desfrutar de ambas é o meu desafio.
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sábado, 10 de abril de 2010
Carta ao Senhor Diretor do Curta Premiado
São Paulo, maio de 2009.
Caro Senhor Jorge,
Exatos vinte anos após a produção de seu filme, é triste notar que algumas coisas não mudaram, enquanto outras pioraram e muito pouco melhorou... Entretanto, existe algo que é eterno.. Já existia naquele tempo e muito antes dele... e o será para sempre.
Tenho que concordar com sua indignação, com sua ironia e acidez na descrição dos valores, relacionamentos e funcionamento do mundo. Porém não posso concordar com sua conclusão, apresentada inversamente na introdução, de que diante dos fatos é óbvio que Deus não existe.
Em todo seu argumento fica muito claro que no fim o que de fato não existe, é liberdade e oposição!
Não somos livres de injustiça, não somos livres de nossos iguais, não somos livres de nós mesmos. Estamos presos aos nossos desejos, subjugando outros desejos, e incapazes de nos opor em qualquer instância a ponto de mudar o que quer que seja.
Nada do que tanto nos indigna no filme pode ser atribuído à presença ou ausência divina. É tudo obra humana. Todas as desgraças tão empiricamente descritas em seu filme são humanas.
O que nos sobra de liberdade é exatamente o que nos trai ao nos fazer sucumbir às nossas vontades que são injustas e destrutivas. Neste sentido não há como acusar a Deus de ser cruel por nos deixar livres, ou simplesmente de não existir apenas porque assistimos diariamente aos efeitos da liberdade humana.
Se o senhor, simples criatura, se indigna tanto diante da crueldade humana, imagine o Criador do universo assistindo a destruição de sua obra? Não há como negar a imensidão do amor expresso pela liberdade oferecida ao homem de agir sobre a criação mesmo que a revelia do criador... A liberdade humana não prova a inexistência de Deus senão seu amor imensurável de suportar assistir a essa destruição para preservar a liberdade.
Não posso lhe afirmar a existência do Eterno, mas com certeza, os fatos não provam a inexistência de Deus. Provam apenas a ineficiência do homem como criatura suprema sobre toda criação.
Que um dia possamos de verdade ser livres e opositores.
Celinda.
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terça-feira, 30 de março de 2010
Desafios da Missão Contemporânea - reflexões de aula
Os desafios da missão contemporânea passam, antes de tudo, por uma necessidade de definição de si mesma, para só então cumprir seu papel e alcançar as necessidades do mundo atual.Somos diariamente bombardeados pelos veículos de comunicação (especialmente aqueles tediosos pps) por imagens mensagens e convites à gratidão, atenção com quem está perto, superação, esperança, otimismo, perspectiva, ativismo, falta de tempo e avaliação pessoal de como gastei meus dias, esforços, mente, corpo, vontade, tempo etc..
Em uma sociedade pautada pela produtividade e competitividade, falar de qualquer coisa que não seja excelência numérica e (ironicamente) individualidade, soa, no mínimo, como idealismo ingênuo, para não dizer manipulação alienante.
Mas ao mesmo tempo em que não tem se vivido a coletividade ou integralidade do relacionamento social, cultural e espiritual, deixados como ordem desde o princípio, nem na igreja nem fora dela, observa-se no mundo em geral um retorno para tal, um grito por estas questões.
Acredito que estamos em um momento muito interessante, onde o próprio mundo tem clamado específicamente pelo cumprimento da missio Dei. Estamos vivendo um período de grande despertamento espiritual, social e cultural. As pessoas tem buscado desesperadamente desenvolver estes aspectos, embora buscando em lugares equivocados, e a igreja tem se mantido silente.
Este é o século da ecologia, do desenvolvimento sustentável, da tecnologia, do ‘boom’ de religiões (especialmente as orientais), da terapia e dos livros de relacionamentos e auto-ajuda, das ONG’s e da ajuda humanitária. O mundo parece estar “cumprindo” da forma que pode a missio Dei, mesmo sem nem saber o que é isso.
O triste, é a igreja não reconhecer tudo isso como parte dela, mas afirmar que está separada disso por não serem celestes, por serem apenas "do mundo"... afff... onde vivemos afinal? na lua???
:-S
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